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RESUMO DE PESQUISAS - CARTAS COM DÚVIDAS SEXUAIS
EJACULAÇÃO PREMATURA
QUANDO O HOMEM PROCURA TRATAMENTO
  • Quem escreve:
    Oswaldo M. Rodrigues Jr.; Adele M.C.G.Guimarães

    Instituto Paulista de Sexualidade – GEPIPS – Grupro de Estudos e Pesquisas do InPaSex

Cartas procurando elucidar dúvidas sobre questões sexuais são encaminhadas a revistas leigas de vários níveis semanalmente pelos leitores. Manter uma seção com esta finalidade tem sido uma realidade frequente no Brasil neste final de século XX. Além de dúvidas, os leitores buscam soluções para os problemas de que padecem em sua sexualidade. Este tipo de pessoas não tende a buscar ajuda diretamente com algum profissional antes de escrever, ou se já o buscaram, agora creditam à revista a possibilidade de ajuda mais autorizada do que a que anteriormente procuraram.

Prestando consultorias a revistas de variados tipos, os autores coletaram cartas escritas entre 1984 e 1996. Das 345 cartas coletadas, 296 eram de homens (85,8%), e 155 do estado de São Paulo (44,9%). As dúvidas mais freqüentes foram 153 cartas sobre o pênis (44,35%), 88 sobre a relação sexual (25,5%), 27 sobre homossexualidade (7,8%) e 13 sobre a vagina (3,8%). Estas variáveis cognitivas são explícitas nos textos das cartas.

Os autores buscaram outras variáveis não explícitas nas cartas com questionamentos sexuais. As atribuições de emoções e sentimentos expressos na carta foram considerados, sendo os mais presentes: 98 com ansiedade (28,41%), 22 com angústia (6,38%), 21 com preocupação (6,1%), 12 com desespero (3,48%), 11 com vergonha (3,19%) e 11 com vergonha (3,19%).

A ansiedade presente nas cartas associada à situação sexual aponta para o aumento das situações de dificuldades e disfunções sexuais nesta população.
Não surpreende numa maioria de homens o questionamento sobre o pênis ser mais importante. As mulheres produzem mais questionamentos sobre o relacionamento sexual em si (38,77%). A visão dos homens que buscam sanear suas ansiedades e angústias parecem representar identidades masculinas mais rígidas, nas quais a atenção para o genital masculino é maior reproduzindo o papel masculino tradicional do homem ocidental deste século.

Em se tratando de sexualidade, neste papel rígido, a busca pela solução via carta mantém o homem no anonimato, preservando-o do confronto e do autorreconhecimento das dificuldades sexuais, em especial os questionamentos que se associem ao que é percebido como masculinidade, a exemplo das relacionadas com o pênis.

EXEBICIONISMO EM MULHERES BRASILEIRAS
PREOCUPAÇÕES SEXUAIS DE MULHERES ADOLECENTES DE 13 A 16 ANOS - RESIDENTES EM DIADEMA - SP
VAGINISMO E DISPAREUNIA
A SATISFAÇÃO SEXUAL DA MULHER ADULTA
RESUMO CURTO DE UMA PESQUISA SOBRE EJACULAÇÃO PRECOCE E DISFUNÇÃO ERETIVA
DISFUNÇÕES SEXUAIS MASCULINAS - QUANDO O HOMEM RECLAMA DO SEXO
EJACULAÇÃO PREMATURA: QUANDO O HOMEM PROCURA TRATAMENTO
  • Oswaldo Rodrigues Jr.; Eduardo Pagani; Maurício Torselli; Daniela Genaro
    Instituto Paulista de Sexualidade – GEPIPS – Grupro de Estudos e Pesquisas do InPaSex
    Instituto H. Ellis - São Paulo - SP
    PUC/SP; USP; UNIMARCO;

A queixa de dificuldades ou falta de controle ejaculatório não é a mais comum em consutórios especializados em tratamento de problemas sexuais.
Nos últimos 4000 homens que buscaram o Instituto H. Ellis queixando-se de problemas sexuais, apenas 305 (7,6%) não tinham outro problema sexual que não fosse a rapidez descontrolada para ejacular, terminando o sexo
mais rapidamente do que desejavam estes homens. Foram geralmente homens casados ou com parcerias sexuais fixas (89,7%); com idade média de pouco mais de 37 anos (entre 18 e 76 anos); a ejaculação acontecia logo antes
da penetração em 20,2% destes homens. Em 46,5% a ejaculação acontecia durante a penetração vaginal. Demorar até cinco minutos antes de ejacular acontecia em 28,7% dos homens e 4,7% queixava-se e demorava mais de 5 minutos antes de ejacular depois de penetrar.

Uma importante causa para a busca de tratamento para o problema sexual foi a diminuição do prazer sexual sentida por esses homens (69,1%). Este ponto deve diferenciar estes homens dos outros que tem o mesmo comportamento sexual e não buscam ajuda. Com a diminuição do prazer sexual o homem procura de tratar-se.
A falta de controle ejaculatório primário ocorreu em 74,5% dos pacientes. A média de idade para o grupo primário foi de 36,7 anos e para o secundário de 40,7 anos. O tempo de disfunção até procurar ajuda pela primeira vez foi de 17 anos para o grupo primário e 4 anos para o secundário.

Muitos homens já haviam procurado tratamentos anteriores. Foram 97 em 305 ejaculadores precoces. Os tratamentos mostraram-se ineficazes: psicoterapia comum - 23,7%; antidepressivos - 18,6%; anestésicos aplicados ao pênis - 6,2%; neurotomia - 8,2%; associações destes tratamentos - 11,3%;
Um fato muito importante pode ser percebido através do MMPI: não existem diferenças entre as pessoas comuns e um homem com ejaculação precoce.

O homem com ejaculação precoce procura tratamento se estiver com uma parceira sexual fixa, demora muito para se tratar, faz tentativas frustradas e inadequadas de tratamento e não se encaixa nas psicopatologias.

EXEBICIONISMO EM MULHERES BRASILEIRAS
  • Oswaldo M. Rodrigues Jr.; Sônia H. T. Furlanetto
    Instituto Paulista de Sexualidade – GEPIPS – Grupro de Estudos e Pesquisas do InPaSex
    Universidade de Guarulhos - São Paulo - SP - Brasil

Buscando conhecer as possibilidades e frequência de obtenção de prazer sexuo-erótico com a exibição de partes do corpo em mulheres, os autores desenvolveram um questionário e o distribuíram no período de dezembro de 1995 a março de 1996. Cento e cinco mulheres entregaram o questionário, dos quais apenas 4 estavam em branco. A idade destas pesquisadas variou de 19 a 52 anos (média de 25 anos). As mulheres questionadas apresentavam 87% de terceiro grau de escolaridade e 70% solteiras.
Apresentam prazer sexual ao exibirem os genitais 48%, e 45% mostram outras partes do corpo para obter prazer. A excitação sexual mostrando os genitais ocorre em 43% das mulheres e em 37% ao mostrar outras partes do corpo. O exibir-se traz desejo sexual (tesão) em 18%, excitação sexual em 15%, prazer sexual para 15% e sentir-se desejada em 8%. A opinião das mulheres pesquisadas sobre o que sentem as outras pessoas para quem se exibem é de que se sentem excitadas (26%), prazer (26%), desejo sexual (tesão) (21%). A exibição sexual no coito ocorre em 66% das pesquisadas, que buscam formas especiais de se vestirem (49%).
Apenas 6% desta amostra pode ser percebida como exibicionista no sentido parafílico, sendo-lhes desnecessária qualquer outra ação sexual para obtenção de prazer sexual.
Alguns casais desenvolvem formas de exibicionismo através da troca de casais ou relacionamento sexual a três. Esta é uma forma de adequação social nos centros urbanos de modo a expressar as formas sexuais diferentes do coito.
O exibir-se como meio de excitação que conduz à cópula encontra-se de modo frequente nesta amostra, reproduzindo o modelo social que é exigido da mulher, embora quase metade destas mulheres não chegam a assimilar este modelo social exigido, passando a conviver conflitivamente com a expressão sexual da forma exigida.

PREOCUPAÇÕES SEXUAIS DE MULHERES ADOLECENTES DE 13 A 16 ANOS RESIDENTES EM DIADEMA/SP
  • Heloísa Carneiro, Lílian E.C.L. Ladessa, Théo Lerner, Oswaldo M. Rodrigues Jr., Vera Lúcia Vaccari.
    Instituto Paulista de Sexualidade – GEPIPS – Grupro de Estudos e Pesquisas do InPaSex e Sexualidade

Os autores buscaram descobrir as principais preocupações sexuais que atingem adolescentes do sexo feminino entre 13 e 16 anos de classes sócioeconômicas baixas na metrópole de São Paulo. Foram entrevistadas 41 adolescentes com o questionamento: "Qual é sua maior preocupação quando você pensa em sexualidade?". As preocupações foram agrupadas emseis categorias:

  • Doenças ginecológicas e DST 20
  • Gravidez 20
  • Preocupações Sociais 9
  • Exercício da Sexualidade 7
  • Situações Abusivas 2
  • Indiferença 2

Chama a atenção que as principais preocupações, de longe, associam-se somente a aspectos negativos do exercício da sexualidade na adolescência, estando ausentes os positivos. Estas preocupações das adolescentes não são coerentes com a fase de desenvolvimento cognitivo em que se encontram. Nesta faixa da idade, as preocupações imediatas são mais prováveis que as preocupações com situações futuras, a exemplo de gravidez e de doenças. As preocupações apresentadas pelas adolescentes podem ter origem no meio social em que são educadas e não em suas experiências individuais. Os agentes educadores (pais, professores, médicos, psicólogos...) preenchem uma função de transmissores de informações que são assimiladas>pela adolescente de modo negativo e associada a emoções negativas. Esses agentes e essas informações não preenchem as funções a que se propõe, por exemplo, prevenir a gravidez e evitar disseminação de doenças sexualmente transmissíveis.

VAGINISMO E DISPAREUNIA: Prevalências Parciais Brasileiras
  • Oswaldo M. Rodrigues Jr.; Fátima Protti; Visette Galiardi Silva
    Instituto Paulista de Sexualidade – GEPIPS – Grupro de Estudos e Pesquisas do InPaSex

Com o objetivo de conhecer, na população brasileira, a ocorrência e preocupação com o vaginismo e com a dispareunia os autores se propuseram a elaborar um questionário especial e aplicá-lo. O questionário foi aplicado em 246 mulheres com idades entre 12 e 65 anos (média de idade = 27). Foram recebidos 34 questionários em branco (13,82%). Tinham parceiro sexual 81% das questionadas. As dores na relação sexual foram referidas em 27% na tentativa de penetração, 11% depois de terem começado os movimentos de entrada e saída do pênis. Em 10% existe excitação mas existem dores. Houve procura do médico em 8% e se sentem curadas. A impossibilidade de penetração foi referida em 1,89% devido às dores e pela falta de lubrificação em 5,66% (0,94% não conseguia mesmo com lubrificação), existe a evitação da penetração em 5,19%.

A ansiedade na relação sexual foi percebida por 32% das questionadas, e 37% referiu calma nas situações sexuais. A tensão foi percebida existente em 15% e a inibição diante da situação sexual foi referida por 16%. O medo de que possa acontecer algo ao corpo ocorre em 6,61%, o de ser rejeitada pelo parceiro após a relação sexual em 8% e o de ser violentada sexualmente e, 4%.

O medo da reprovação social acontece em 9%, a culpa pelo pecado para 4% e por sentir o sexo sujo em 2%, por sentir-se uma mulher vulgar em 4%, por considerar que sexo é para procriação em 3%, e por não se previnir contra gravidez ou doenças em 6%. A insegurança em relação ao parceiro apareceu em 11% e por não se sentir preparada par o sexo em 8%. A angústia foi referida em 7% das questionadas e 15% pedem ao parceiro que seja paciente e carinhoso. No total as dores nas relações sexuais ocorrem em 60% das mulheres.

Já tiveram dores e superam este problema 12% das mulheres. A impossibilidade de penetração é referida por 12,74%. Apenas 6 mulheres (3%) afirmaram não sentir dores e deixando a questão em branco. A dispareunia atinge uma fração grande da população feminina e o vaginismo impede uma pequena, mas importante parcela desta mesma população.

Os termos vaginismo e dispareunia não foram reconhecidos pela população estudada. Numa sociedade exigente sobre o coito, uma grande parte das mulheres fica sob pressão e sofrimento sem encontrarem caminhos que amenizem estas dificuldades de modo adequado.

A SATISFAÇÃO SEXUAL DA MULHER ADULTA
  • Sônia Helena Tlusty Furlanetto; Oswaldo M. Rodrigues Jr.
    Instituto Paulista de Sexualidade – GEPIPS – Grupro de Estudos e Pesquisas do InPaSex

A satisfação sexual de mulheres adultas, embora seja considerada de importância no discurso das próprias mulheres e de suas parcerias sexuais e afetivas, pouco aparece no discurso científico e técnico na psicologia, e mais especificamente dos estudo da sexualidade no Brasil.

Os autores buscaram pesquisar as associações de mulheres sobre a cessação das necessidades sexuais, aqui denominada satisfação sexual. Um questionário, desenvolvido a partir de um estudo piloto, foi aplicado a 110 mulheres adultas de 25 a 40 anos com parceria sexual fixa na área metropolitana de São Paulo.

Embora os resultados apenas apontem formas cognitivas através das quais as mulheres podem se referir à satisfação sexual, os resultados obtidos são os que necessitam ser considerados para a interação primária sobre o assunto em níveis profissionais. O fato mais importante surgido foi a associação de orgasmo e satisfação sexual, atingindo 80% das pesquisadas. O sentir-se atraída sexualmente pelo parceiro apareceu em 74% das paulistanas. Os parceiros carinhosos são importantes para a satisfação sexual em 66% das mulheres e as carícias dos parceiros para 61%. As fantasias sexuais com o parceiro sexual ocorre em 50% das mulheres. A satisfação sexual foi referida por 86% das mulheres pesquisadas, destas 15% não estariam satisfeitas sexualmente sempre. Devemos considerar que apenas as mulheres que responderam o questionário estão sendo consideradas (64%). Mesmo assim, surpreendentemente há um nível alto de satisfação sexual entre as mulheres adultas em São Paulo.

As mulheres esperam mais dos seus homens atualmente, a maioria das mulheres não se sente mais uma propriedade, buscam sua satisfação, seja com fantasias sexuais, carícias e não apenas o ato da penetração. A mulher leva um tempo maior para excitar-se, e para que isso possa ocorrer com as mesmas, esperam que seja por alguém que fundamentalmente as atraia sexualmente, que seja carinhoso e compreensivo, que as ame, não desejando mais serem vistas como meros objetos para a satisfação sexual masculina. Esperam que eles também possam ser o objeto do desejo delas e para isso acontecer pedem mais, exigem o orgasmo, afinal isso é uma vitória conquistada pela mulher dos tempos modernos Estão mais liberais com o tema sexualidade e sentem-se mais liberais na cama com seus homens. O ato da penetração por si só quer dizer muito pouco para a mulher adulta, é apenas um complemento de um ato de amor, que para elas é fundamental "o amor". Nessa pesquisa pode-se constatar, que a mulher adulta na metrópole paulistana, para atingir a satisfação sexual plena, depende muito da satisfação como indivíduo, que para a mulher é fundamental o relacionamento e a preservação do namoro, da sedução e das carícias envolventes do parceiro.

A mulher precisa estar atraída pelo parceiro e sentir que o atrai. O sexo pelo sexo não parece ser a busca da maioria das mulheres. A satisfação sexual precisa estar cercada de carícias e de parceiros carinhosos. Mais de um décimo das pesquisadas conhecem o caminho pelo qual os parceiros deveriam buscar facilitar a satisfação sexual delas. Muitas mulheres não tem nem consciência do que necessitam para a própria satisfação sexual. Outras podem não conseguir expressar-se adequada e eficazmente aos seus parceiros, ou sequer para uma pesquisa sobre a satisfação sexual. A sexóloga argentina Maria Luiza Lerer afirma que a mulher pode negar a si mesma as necessidades e vontades e relutar em partilhar-se com seu parceiro. Apenas pouco mais de um quarto das mulheres afirmaram a preferência sexual igual à do discurso sexual masculino em nossa cultura. A penetração, tão fortalecida e valorizada pelo homem no contexto sexual é deixada de lado pela maioria das mulheres. Esta não é uma informação assimilada pelo homem, muito pelo contrário, as informações que os homens trocam entre si e recebem advindas através de revistas eróticas e filmes pornográficos (facilmente constatável pelo leitor) valorizam direta e explicitamente a penetração no ato sexual.

A maioria (80%) declarou que necessita do orgasmo na relação sexual (51% das mulheres cubanas tem orgasmos nas relações sexuais). A fantasia sexual para a mulher adulta é usada como forma de estimulação sexual e voltada para o próprio parceiro, o que deveria ser considerado pelos homens, para que não julgassem que o uso fantasias implicaria em possibilidade e motivação de traição sexual. Embora costumeiramente as mulheres serem consideradas mais para fantasias românticas do que o homem, nesta pesquisa estas buscas não foram referidas, talvez pela dificuldade em expressar a intimidade que é a própria fantasia. Para a mulher a sexualidade não começa na cama, tampouco termina, a sexualidade é o cotidiano com seu parceiro e tudo aquilo que ele possa demonstrar de afetividade.

Embora possamos contestar que o discurso das entrevistadas possa ser equivocado enquanto realidade objetiva, devemos considerar os resultados e conclusões como representantes do social, não necessariamente do que vivem estas pessoas, mas do que elas desejam que seja considerado com parte integrante de suas identidades femininas nesta cultura. Estes parâmetros são os que devem ser utilizados para os profissionais que trabalham com esta população e sobre este assunto. As representações sociais apresentadas pelas pesquisadas constituem-se cognições que aquelas utilizam para se relacionar com a realidade concreta, fatos de importância para o se trabalhar com o ser humano.

Concluímos com a presente pesquisa que 86% das mulheres pesquisadas sentem-se satisfeitas sexualmente. Pesquisadores cubanos liderados por Molina, apresentaram em 1994), uma pesquisa sobre satisfação sexual de mulheres cubanas, na qual estas se consideram satisfeitas apenas em 32%, aumentado para, se somarmos aquelas que se sentem mais ou menos satisfeitas, 65%, valores menores que o encontrado nesta pesquisa (*). A insatisfação sexual, porém existe num número de importância entre mulheres (14%), que merece atenção dos profissionais que trabalham com saúde mental.

A seguir frases escritas por pesquisadas na folhas dos questionários entregues, citando necessidades não satisfeitas em resposta ao ítem "preciso de mais coisas do que recebo" da questão número 1:

  • "Estar satisfeita sexualmente para mim é estar em sintonia plena com o parceiro."

  • "Estrapolar a condição do ato em si. Não é simples descarga física, é o encontro pelo carinho pelo prazer, pela vontade de estar realmente com o outro. É dar e receber, é o sentir-se aceita como é. É maravilhoso!" "Satisfação sexual é quando duas pessoas sentem-se atraídas uma pela outra. Desta atração é obvio vem o desejo de tocarem-se, e possuírem-se, e quando a atração o desejo é recíproco, e é evidente que virá o orgasmo e assim a satisfação sexual."

  • "Quando tudo o que sentimos e fazemos seja recíproco, pois isso faz com que tenhamos uma satisfação total. E tudo o que acontece em uma relação seja mútua para ambos saírem realizados na sua relação."

  • "Me satisfaço sexualmente quando consigo estar inteira dentro de uma relação. Quando o meu corpo, meus sentidos estão todos juntos fazendo com que me sinta feliz e realizada. O orgasmo quando atingido torna tudo maravilhoso, mas para mim, não existe satisfação sexual sem o complemento emocional."

  • "Sexo para mim é uma coisa normal, que devemos dispor sempre que sentirmos desejo de obter prazer sexual."

  • "É o complemento de nossos espíritos, são as nossas fantasias sendo realizadas."

  • "Vejo como algo necessário e inevitável, pois desejamos estar em sintonia com o parceiro que amamos."

  • "E penso ser muito importante discutir com nosso parceiro sempre que for necessário o assunto sexualidade."

  • "Bom eu entendo que satisfação sexual só é boa quando a compreensão, carinho e amor entre ambos. Então ambos se satisfazem."

  • "Para atingir a satisfação sexual não basta apenas o ato da penetração, mas que o indivíduo esteja bem consigo mesmo, ou seja, física e psicologicamente. Deve-se contar também que numa relação é fundamental que haja amor e carinho."

  • "É você ter atração por alguém que você gosta durante a relação sexual e atingir toda a sua plenitude, ou seja chegar ao auge do orgasmo. Eu acredito que é mais ou menos isso."
RESUMO CURTO DE UMA PESQUISA SOBRE EJACULAÇÃO PRECOCE E DISFNÇÃO ERETIVA
Ano 1991
200 Estudantes universitários
idade média de 23 anos (18 a 42 anos)

 

  • Ejaculação Precoce:

    - 45% reconheciam ter impossibilidade de controlar a ejaculação

    - 83% não tinham controle da ejaculação

    - 91% usavam a estratégia de "compensar" na Segunda ejaculação

    - os que tinham controle ejaculatório precisaram de 1 a 4 anos para desenvolver o controle com os relacionamentos sexuais;

  • Disfunção Eretiva:

    - 14% tinham dificuldade de ereção

    - 7% tinham a "síndrome da primeira vez" (falha erétil numa primeira oportunidade com uma pessoa nova")

    - 50% já tinham procura urologista para solucionar o problema, sem sucesso
 
   
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